MAUS-TRATOS EM CÃES: IMPLICAÇÕES LEGAIS E REPERCUSSÕES EM SAÚDE PÚBLICA – RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.71328/jht.v7i1.70Palabras clave:
Leishmaniose Visceral, Cães, Bem-Estar do Animal, ZoonosesResumen
Os maus-tratos contra animais configuram crime ambiental no Brasil e representam relevante problema ético e sanitário, especialmente quando associados a zoonoses de impacto coletivo, como a leishmaniose visceral canina (LVC), causada por Leishmania infantum. Este estudo relata o caso de uma cadela resgatada após denúncia de abandono, apresentando caquexia, apatia, alopecia e dermatite difusa. Inicialmente, os exames laboratoriais foram inconclusivos; contudo, após confirmação de que o animal era proveniente de área endêmica, exames sorológicos (RIFI) e moleculares (PCR) confirmaram o diagnóstico de LVC. A paciente evoluiu com comprometimento hepático e renal, sendo instituído tratamento com miltefosina e alopurinol, associado a terapias de suporte. Apesar de estabilização clínica temporária, houve progressão para insuficiência renal e agravamento do quadro, culminando em óbito. Do ponto de vista jurídico, o caso enquadra-se na legislação brasileira que tipifica maus-tratos como crime, com previsão de sanções penais e administrativas. Sob a perspectiva da saúde pública, destaca-se que cães infectados atuam como reservatórios urbanos da doença, contribuindo para a manutenção do ciclo de transmissão em áreas endêmicas. Conclui-se que maus-tratos associados a zoonoses extrapolam o bem-estar animal, configurando problema de saúde coletiva que demanda abordagem interdisciplinar e fortalecimento de políticas públicas de controle e guarda responsável.
Descargas
Citas
BOTUCATU (SP). Lei Municipal nº 6.315, de 2022. Dispõe sobre a proteção, defesa e bem-estar de animais domésticos no município de Botucatu e dá outras providências. Botucatu, SP, 2022.
BRASIL. Lei nº 14.064, de 29 de setembro de 2020. Altera a Lei nº 9.605/1998 para aumentar as penas aplicáveis aos crimes de maus-tratos contra cães e gatos.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 fev. 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
DANTAS-TORRES, F. The role of dogs as reservoirs of Leishmania parasites, with emphasis on Leishmania (Leishmania) infantum and Leishmania (Viannia) braziliensis. Veterinary Parasitology, v. 149, n. 3–4, p. 139–146, 2007. DOI: https://doi.org/10.1016/j.vetpar.2007.07.007
MAZZINGHY, C. et al. Leishmaniose visceral canina: revisão. Pubvet, v. 15, n. 03, 2021. DOI: 10.31533/pubvet.v15n03a779.1-8. DOI: https://doi.org/10.31533/pubvet.v15n03a779.1-8
SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Boletins epidemiológicos e informes técnicos sobre leishmaniose visceral. São Paulo: SES-SP, 2023.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Control of the leishmaniases. Geneva: WHO, 2010.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Leishmaniasis – Fact sheets. Geneva: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leishmaniasis.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Categorías
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Salud y Tecnología - JHT

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los derechos de autor de los artículos publicados pertenecen a JHT, y siguen el estándar Creative Commons (CC BY 4.0), permitiendo su copia o reproducción, siempre y cuando se cite la fuente y se respeten los derechos de autor y se mencionen en los créditos. Todo y cualquier trabajo publicado en la revista, su contenido es responsabilidad de los autores, siendo RECIMA21 únicamente responsable del vehículo de difusión, siguiendo estándares de publicación nacionales e internacionales.
























